José Otacílio da Silveira é diretor comercial da Coimma Balanças e Troncos de Contenção, de Dracena (SP)
Durante um tempo, desde que o termo "economia global" se tornou algo comum, o Brasil era apenas um elemento passivo no mercado internacional, com poucas empresas nacionais participando desta nova conjuntura econômica. Quando finalmente estabilizamos nossa moeda, é que saímos da posição de espectadores para nos tornarmos parte integrante deste universo. Nesta nova ordem, não é possível que as empresas pensem apenas no mercado interno.O crescimento, ou mesmo a estabilidade da saúde financeira de uma indústria, agora tem novos desafios calcados na diversificação de seus consumidores.
Exportar é preciso, seja qual for o porte da empresa. No nosso caso, somos uma empresa que produz balanças e troncos de contenção para a pecuária e temos pela frente concorrentes de força de outros países, como Austrália, Nova Zelândia e EUA. Cientes disso, iniciamos nossos embarques e intensificamos os esforços junto ao mercado internacional.As ações, no entanto, aconteciam de forma esporádica e não sistemática.Foi quando tivemos contato com uma associação empresarial, a Brazilian Cattle Genetics.Trata-se de um consórcio com trabalho voltado para o mercado externo da pecuária de corte, concentrando empresas da área de genética, equipamentos, sementes, produtos veterinários, suplementos minerais, entre outros, todas integrantes da cadeia produtiva.
Contando com o respaldo de duas poderosas entidades brasileiras - a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) e Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o consórcio coloca à disposição dos visitantes de seus estandes em feiras internacionais, materiais promocionais, catálogos, brindes e todos os itens fundamentais à divulgação do trabalho de cada empresa participante, numa verdadeira vitrine do agronegócio. Com anos de experiência no mercado exterior, principalmente na América Latina, os seus consultores desfrutam de trânsito fácil entre pecuaristas, empresários do agronegócio, diretorias de entidades e associações e os outros elos da cadeia produtiva de cada região.
Graças a esta associação, além de divulgarmos nossa empresa em novos mercados, captamos novos contatos, celebramos parcerias e temos realizado vendas efetivas.Hoje, além do Paraguai e Venezuela, onde já atuávamos, conseguimos expandir nossas ações para a Bolívia, México, Costa Rica, Colômbia, Guatemala, Equador e Panamá.Outra vantagem adicional é quando comparamos o custo que chega a 25% acima, de um orçamento de participação isolada em evento, contra orçamento em parceria com o consórcio. Se o clichê "a união faz a força" funciona para os diversos setores da sociedade, nos negócios não é diferente.Tanto para quem está começando suas ações quanto para quem já é experiente no comércio internacional, a junção de conhecimento só tende a trazer vantagens para ambas as partes. Afinal, ganha o empresário, que vê seus ganhos e sua rentabilidade aumentarem, e ganha também o país, com a entrada de divisas provenientes do consumo dos produtos brasileiros. Num momento como este, de incertezas e instabilidade mundial na economia, o aumento de divisas é fundamental para o nosso País.
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