10/03/2010 - Vendas especulativas (Commodities Agrícolas)


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VALOR ECONÔMICO -SP
Vendas especulativas (Commodities Agrícolas)
Os preços do açúcar tiveram mais um dia de queda na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o pregão de ontem cotados a 19,34 centavos de dólar por libra-peso, queda de 108 pontos em comparação aos negócios do dia anterior. Mais uma vez, vendas especulativas de fundos foram as responsáveis pela retração nos preços, segundo a Dow Jones Newswires. Segundo analistas, o mercado se prepara para a entrada da safra brasileira, já que as usinas já começaram o processamento da cana. O sentimento é de que a menos que ocorra um atraso na colheita, dificilmente os preços retornem para acima de 25 centavos de dólar. No Brasil, o indicador Esalq terminou o dia em queda de 0,49% a R$ 70,77 por saca.
Ajustes pré-USDA. As cotações do suco de laranja voltaram a recuar ontem na bolsa de Nova York, pressionadas pela continuidade de um movimento de realização de lucros que determinou a queda de segunda-feira. Segundo a agência Dow Jones Newswires, parte desse movimento vendedor reflete ajustes dos investidores antes da divulgação, hoje, de novas previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra de laranja da Flórida. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 1,4915 por libra-peso, baixa de 175 pontos, enquanto os papéis para maio recuaram 215 pontos, para US$ 1,4715. No Estado de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 10,29 no mercado spot, segundo informações do Cepea/Esalq.
Pressão do dólar. O fortalecimento do dólar no mercado internacional e a queda do mercado de grãos em Chicago derrubaram os preços do algodão na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio terminaram o pregão de ontem cotados a 80,33 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 171 pontos em comparação ao dia anterior. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que, além do dólar, os compradores se afastaram do mercado depois da recente valorização dos preços do algodão, o que acabou contribuindo para a queda de ontem. Além disso, a demanda chinesa ainda é tímida e não teve força suficiente para dar a sustentação que o mercado esperava. Em Rondonópolis (MT), o algodão foi negociado a R$ 45,30 por arroba, alta de 0,7%, segundo o Imea.
Antes do USDA. O mercado futuro de milho fechou em queda ontem na bolsa de Chicago influenciado pela valorização do dólar e pelo ajuste de posições antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, de acordo com a Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em maio recuaram 6 centavos de dólar a US$ 3,69 por bushel. Além do dólar mais forte - que torna os produtos americanos menos competitivos -, a queda do petróleo também pressionou o mercado. A expectativa de analistas é de que o USDA revise o tamanho da safra em 2009. Alguns traders disseram à Dow Jones haver expectativas de que o relatório do USDA seja baixista, mas outros esperam que a safra seja reduzida. O indicador de preços do milho ESALQ/BM&FBovespa ficou em R$ 18,54 por saca, alta de 0,51%.